Mar Finito de Márcia C. Brito + Ato Espontâneo de José Oliveira Pinto

Hoje, o último Lêem Às Quintas de 2025 traz 2 propostas.

MAR FINITO
Conceito, texto, criação, vídeo, interpretação e performance: Márcia C. Brito
Duração: 20 a 30 minutos

Numa ilha onde o mar dita o ritmo da vida, uma mulher constrói, com as mãos frágeis, um barco de papel — lembrança delicada de um desejo maior: navegar com o que nos resta e reivindicar o nosso maior bem: o mar. As palavras surgem em crioulo e português, fluindo entre a denúncia e a esperança, entre a realidade e o sonho, entre gestos, sombras e silêncios, evocando naufrágios íntimos e coletivos. Celebra-se, em modo ritualístico, a sabedoria da pesca tradicional e o modo de vida sustentável das comunidades costeiras, enquanto se apela à preservação do ambiente e das águas que nos sustentam. E nesta corrente, o publico é convidado à entrar no barco e escutar, respirar e lembrar, numa experiência sensorial partilhada.

Márcia C. Brito (Santo Antão, Cabo Verde, 1997). É mestre em Teatro e atua como educadora artística, professora universitária na Universidade de Cabo Verde, performer e intérprete. É co-fundadora e atual Presidente da Associação Txon-poesia. Tradutora para crioulo cabo-verdiano na txon, revista de poesia e poética.

ATO ESPONTÂNEO
de José Oliveira Pinto

Sessão de dj poetry com leitura de textos inéditos e momento de micro aberto. Inspirado no Spoken Word, movimento global de democratização da palavra, no qual não há palavras proibidas, não há limites para a criatividade, não há géneros literários preferenciais e todas as línguas são bem-vindas neste espaço-tempo de partilha de diferenças.

José Oliveira Pinto (Vila Real, Portugal, 1988). Vive entre Cabo Verde e Portugal. Com formação de base em Psicologia, concluiu o Mestrado em Cultura e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2024). Autor do livro “Pôr os olhos no caminho” (Nova Mymosa, Portugal, 2021) e “Chá para o nevoeiro” (Urutau, Brasil-Galiza, 2021), bem como do texto para teatro “TOCA: oito poemas de amor e uma canção angustiada” (Umcoletivo, Portugal, 2021). Editor da txon, revista de poesia e poética, dedicada à partilha de vozes poéticas afro-luso-brasileiras.

Foto2: Guilherme Gontijo Flores

Ressonância e Movimento: experiência corpo e alma – Parasol & Madalena Sanda

“Ressonância & Movimento: experiência corpo e alma” é uma performance participativa e de entrada livre que decorrerá na Casa de Gigante no dia 18 de Outubro, pelas 16h. A actividade faz parte da residência artística que os artistas angolanos Sanda e Parasol realizarão no Vale do Pereiro entre os dias 17 e 25 do mesmo mês.

Madalena Sanda e Jamil Osmar Ramos (ambos nascidos em 1994, Luanda) são artistas cujas práticas se entrelaçam na investigação do corpo, da memória e da linguagem.

Madalena é bailarina, ensaísta, coreógrafa e professora de ballet infantil, com uma trajetória dedicada à experimentação do corpo como expressão poética. Transita entre o ballet clássico, a dança contemporânea, as expressões afro-diaspóricas e as danças patrimoniais angolanas, movida por uma paixão visceral pelo movimento.

Jamil, conhecido como Parasol, é artista interdisciplinar e curador. Formado em Desenvolvimento de Jogos, sua prática híbrida abrange artes visuais, performance e som, explorando mitologias pessoais e políticas de visibilidade. É fundador do Sol’Art, estúdio coletivo em Luanda voltado para artistas marginalizados e emergentes.

Ambos vivem e trabalham em Luanda, onde seguem expandindo seus universos poéticos e sensoriais.

Mais informações: gigantedecasa@gmail.com

Haiku – Um Elogio à Natureza – Performance para a infância – Criação: Maria Lalande

“Haiku – Um Elogio à Natureza” é um espetáculo que habita o território entre poesia, filosofia e teatro visual. Inspirado na delicadeza dos haikus japoneses e na força da alegoria da caverna de Platão, convoca-nos a atravessar o escuro, a olhar para as sombras e a reconhecer que nem sempre o que vemos é o que existe.
Através de jogos de luz e sombra, objetos que se transformam, gestos de proximidade e momentos de humor, o público é convidado a participar numa viagem que reflete sobre a desinformação, a ilusão e a dificuldade em encarar a realidade.
Mais do que uma narrativa linear, “Haiku – Um Elogio à Natureza” é uma experiência sensorial e simbólica, onde o fim é também um início, e onde a imaginação abre espaço para pensar as alterações climáticas, não como abstração distante, mas como responsabilidade partilhada.

Ficha técnica:
Criação: Maria LaLande
Interpretação: Ana Isabel Delgado e Catarina Marques Ramos
Haikus: Dinis Lapa
Produção: Ana Isabel Delgado

ENTRADA LIVRE
(pela ordem de chegada)

L.O.B.A – Contos e Canções

Desde há uns dias em residência na Casa de Gigante, L.O.B.A. – projecto português sediado em Berlim – oferece-nos um concerto inserido na sua digressão de Verão que já percorreu vários lugares da Europa. Dia 25 de Julho, pelas 21:30, nas escadinhas que levam à capela do Vale do Pereiro, poderemos honrar o seu uivo com a nossa escuta. A entrada é livre.

«L.O.B.A. é contos e canções, é música e poesia, é gesto e palavra. Enraizada nos ritmos e melodias tradicionais portuguesas, mas fluindo com sonoridades contemporâneas. Guiada pela voz de Adri e pela guitarra hipnótica de Luís, cria paisagens sonoras imersivas que transportam o público numa viagem de amor e celebração.»

PULSO – nova poemúsica portuguesa – Residência Artística

PULSO, um projecto que entretece a voz de Marta Bernardes e a viola d’arco de José Valente, e que trabalha sobre o tear e a urdidura da Poesia (portuguesa e de tradições outras), está agora na Casa de Gigante para uma residência artística cuja trama se materializará num concerto / recital no dia 14 de Junho, pelas 21H30. ENTRADA LIVRE .

Perdidos na Sombra – (des)Concerto

Isabela Ferro – folhagem
Nuno Moura – amígdalas
Miguel-Manso – betoneira

[Cartaz sobre decolagem de Nuno Moura]

GRANDIOSA FESTINHA 2025

A Grandiosa Festinha é o momento no ano em que a Associação Mandriões no Vale Fértil festeja o seu aniversário. Este mês comemoramos o 9⁰! A Grandiosa Festinha quer ser ainda um festival comunitário multidisciplinar na aldeia do Vale do Pereiro. A CdG agradece às/aos artistas que têm aceitado fazer parte dela e nos permitido participar com cultura na cultura que já cá havia. Este ano a Festinha estende-se (grandiosamente) por 4 dias de programação, com artistas nacionais e estrangeiros. Vamos ter concertos e dj sets, performances e exposição, leituras e cantorias, debates e encontros populares, filmes e artistas em residência. Todos os caminhos (estamos na EN 241, frente à única paragem do autocarro) vão dar à Casa de Gigante.

DOBRA DO INTERIOR É O RASTO – Vera Faias Fonseca e Mariana Castro

Vera Faias Fonseca e Mariana Castro estarão em residência na Casa de Gigante em Julho. O resultado destA DOBRA DO INTERIOR É O RASTO será apresentado no final do ano, em data a anunciar.

@travessadenenhures
@marianacastrophoto

GRANDIOSA FESTINHA DA GIGANTE 2024

Gostaríamos de celebrar convosco. É aparecer..