Grandiosa Festinha (10 anos de associação) – 4º nano-festival comunitário do Vale do Pereiro

A «Grandiosa Festinha – 4º Nano-Festival Comunitário do Vale do Pereiro» é um projecto artístico e de envolvimento comunitário que procura condensar no tempo e no espaço (sem os limitar) a actividade desenvolvida ao longo do ano no concelho da Sertã pela associação promotora. Nesta edição comemoramos o décimo aniversário da Casa de Gigante – Associação Cultural Mandriões no Vale Fértil. Além do pretexto comemorativo, o certame afirma-se como gesto programático e de experimentação de modelos sustentáveis para territórios ultra-periféricos. O seu elemento distintivo reside na articulação entre criação contemporânea multidisciplinar, envolvimento comunitário efetivo e contexto territorial. A programação cruza artes performativas, música, poesia, artes visuais e práticas participativas, promovendo proximidade entre artistas e público e favorecendo contextos de fruição informal, diálogo e entreajuda. A presença equilibrada de artistas locais e não-locais pretende gerar contaminação criativa e reconhecimento do território como lugar de produção artística relevante.

PROGRAMA:

DIA 11

21H – Abertura [Casa de Gigante]

21H30 – Leituras do poemário mandrião: 10 anos de produção poética com Catarina Nunes de Almeida e Miguel-Manso [Casa de Gigante]

22H30 – DJ Sömar – radio set [Casa de Gigante]

DIA 12

18H – inauguração da exposição «VULVERSO» de Joana M. Lopes [Casa de Gigante]

21H – concerto do artista em residência: Maksoud Karez (FR) [Casa de Gigante]

DIA 13

15H30 – Oficina de desenho de retratos com Emma Santos (Artista no Concelho 2026) [Casa de Gigante]

18H – Cultos de Domingo com António Joaquim Lourenço, pastor [Casa de Gigante]

DIA 14

21H – concerto: RAIA (PT) [Casa de Gigante]

DIA 15

10H – Poesia no Caminho: Tiago Barbosa (palavra) e RAIA (música) a bordo da BiblioAndante [percurso: Beirão, Sipote, Castanheira, Ermida, Entre A Serra]

21H – Ensaio falado da peça «Piloto e os Relógios» de Nelson Boggio, com Tiago Barbosa e Nelson Boggio [Casa de Gigante]

DIA 16

18H – Projecção dos filmes: «História Secreta da Aviação» de João Manso (2018, 15’) e «Bibliografia» de João Manso e Miguel Manso (2013, 75’) [Casa de Gigante]

21h – Escuta coletiva & conversa da investigação Fronteira do Medo (2026) um trabalho jornalístico de investigação com parceria entre Divergente e Fumaça [Casa de Gigante]

DIA 17

18H – Projecção do filme: «Passagem dos Elefantes» de João Manso e Miguel Manso (2023, 74’) [Casa de Gigante]

21H – Apresentação do livro: «Quebrar em Caso de Emergência Climática» de colectivo Climáximo (2026 ed. Tigre de Papel) [Casa de Gigante]

DIA 18

18H – Projecção do filme: «Aldeias do Futuro» (2026, 67’) documentário colaborativo do movimento Re.Rural, seguido de debate informal [Casa de Gigante]

21H – Concerto: Yasun (USA) [escadaria da capela do Vale do Pereiro ou Casa de Gigante, dependendo das condições climatéricas]

DIA 19

17H – Vozes Interiores – conferência sobre saúde mental: Inteligência Artificial e Saúde Mental: o que sabemos e próximos passos, com Alexandre Vaz [Casa de Gigante]

21H – Concerto: Filipe Sambado (PT) [Casa de Gigante]

DIA 20

17H – Recife de Corais: 1º encontro de coros do Vale do Pereiro com Coro de Gigantes, Grupo de Cavaquinhos do Clube da Sertã e Cantares da Aldeia de Sobrainho dos Gaios [atrás da capela do Vale do Pereiro]

19H – Lanche comunitário partilhado e inauguração da exposição participativa «As Mãos e os Frutos» [antiga escola primária do Vale do Pereiro]

19H30 – Encerramento com momento musical surpresa [antiga escola primária do Vale do Pereiro]

BIOMBO #001 – Vera Loureiro

BIOMBO (001)
VERA LOUREIRO / 17 de Abril – 17 de Maio

Inauguração: 17 de Abril às 21H
Horário: de quinta a domingo das 15H às 23H ou sempre que há eventos na CdG.
(outros horários por marcação: 910770531)

BIOMBO é uma proposta curatorial que convida pessoas ou colectivos a intervir sobre um velho biombo, tomado como suporte de criação e campo experimental. Com total liberdade, cada autor é desafiado a reinventar o objecto, desenvolvendo uma apresentação que ocupará a galeria por um período limitado. Nos intervalos da programação expositiva, o biombo activa a galeria e abre lugar a gestos informais, processos em curso ou abordagens inesperadas.

VERA LOUREIRO, designer têxtil e professora, encontra no trabalho manual a forma mais autêntica de ligar o ser humano à natureza.
Acredita que as mãos guardam o poder de cuidar e nutrir. Como tem a curiosidade de uma criança, nos tempos livres divide a sua vida entre a ilustração infantil e a rotina no campo.
É mãe da pequena Anita.

Raquel Belli – O Urdume e a Trama – Exposição

Raquel Belli (n. 1982) 

Fotógrafa e artista visual, portuguesa de raiz italiana, que nos últimos catorze anos reside e trabalha entre Portugal e Timor Leste. 

Formou-se em Artes Plásticas, na ESAD das Caldas da Rainha, em 2006. Em 2008 conclui o Curso Técnico de Fotografia da ETIC, onde desenvolveu e aprofundou a fotografia de cena. Colaborou e participou em várias exposições coletivas e individuais no decorrer dos seus estudos. Depois de estagiar e trabalhar durante alguns anos com a revista Volta Ao Mundo, a fotografia documental e de viagens ganha importância no seu percurso. 

Em Timor colaborou na criação da WAP (WomenArtPower), que teve como objetivo, através do apoio à criação e divulgação de arte feita por mulheres, a capacitação feminina numa sociedade que em grande parte ainda as vê como um ser pouco capaz e de subserviência. Ainda em Timor, publicou um livro de fotografias sobre o peculiar Natal do país, em colaboração com José Ramos-Horta e Xanana Gusmão (“Aqui Onde O Sol, Logo Em Nascendo, Vê Primeiro”, 2014).

Para além do seu trabalho documental para revistas e jornais, a plasticidade de que tira partido nas suas imagens levam o seu trabalho a ser exposto em galerias e espaços culturais. Aplica técnicas e padrões usados em cestaria e tecelagem, conforme os sítios onde passa, tirando proveito da aparente aleatoriedade dos objetos/sujeitos retratados e estética criada. 

Sinopse

Íntimo e pessoal, mas facilmente relacionável, o corpo de trabalho revelado transporta o observador numa viagem pelo que poderiam ser as memórias familiares de qualquer um.

Profundamente consciente de que a transmissão geracional verbal está inerentemente sujeita à perda e aberta à interpretação, e que a memória não é um aliado fiável, a artista deixa cada peça falar por si.

Fotografias históricas e imagens de são recortadas em tiras e entrelaçadas manualmente, num processo que evoca as técnicas tradicionais de cestaria. Tal como se tece um cesto, cada fragmento de imagem cruza-se com outro, criando composições únicas que revelam novas relações entre elementos do passado.

O entrelaçamento não é apenas um gesto estético: é uma forma de reconstruir a memória, de unir histórias dispersas e de criar novas leituras visuais. Entre fios de papel e espaços em branco, rostos, ruas e paisagens reaparecem fragmentados e renovados, como se o tempo tivesse sido tecido novamente.

Ao fundir a prática artesanal com a fotografia, o trabalho liga-se à identidade cultural da região, onde o saber-fazer manual é parte da memória viva da comunidade. Cada obra torna-se, assim, um ponto de encontro entre tradição e contemporaneidade, preservando o passado enquanto abre espaço para novas narrativas coletivas.

Primeiras Palavras – Sara Nunes Fernandes – Exposição VOZ INTERIOR

PRIMEIRAS PALAVRAS
Sara Nunes Fernandes

Exposição: quartas a domingos, das 17h às 23h, até 31 de Agosto.

(nos outros dias por marcação – 964682558)

Inauguração: 28 Junho às 19h30
Casa de Gigante – Vale do Pereiro – Sertã 
(frente à paragem do autocarro)

«Sara Nunes Fernandes é uma artista a viver entre Portugal e o Reino Unido, com atelier em Sobrainho da Ribeira, no distrito de Castelo Branco. Nesta exposição, propõe um olhar sobre a linguagem enquanto coisa física, carnal e subterrânea, algo que acontece antes de ser organizado, nomeado ou compreendido. Primeiras Palavras parte desse lugar instável onde se formam os primeiros sons: tanto os de uma criança a aprender a falar como os de um grupo a tentar construir sentido comum.»

(..)

Grandiosa Festinha 7º aniversário da ACMVF

A 22 de Março faremos 7. Mas será no dia das mentiras que festejamos. Venham, vai ser um sábado cheio 🥳

Lixo de Água Doce

Exposição integrada na Maratona de Leitura da Sertã com fotografias realizadas nos encontros regulares para recolha de lixo no Rio Zêzere / Trízio promovidas pela Planet Caretakers e a MAE – Movimento de Acção Ecológica.

BIOMBO #002 – FRANCISCA RIBEIRO

BIOMBO é uma proposta curatorial que convida pessoas ou colectivos a intervir sobre um velho biombo, tomado como suporte de criação e campo experimental. Com total liberdade, cada autor é desafiado a reinventar o objecto, desenvolvendo uma apresentação que ocupará a galeria por um período limitado. Nos intervalos da programação expositiva, o biombo activa a galeria e abre lugar a gestos informais, processos em curso ou abordagens inesperadas.

Francisca Ribeiro é uma artista multimédia residente em Lisboa. No seu trabalho, explora desvios na percepção através do uso da cor, da repetição e da distorção do espaço. Neste processo de descoberta do invisível, experimenta novas formas de o comunicar, partindo da fotografia interligada com vídeo, performance e som. Desde 2023 tem vindo a desenvolver o projeto intitulado “Walking Mountains”, que a tem levado em explorações pelas montanhas, seguindo os fios que conduzem ao imaterial que habita a paisagem. Licenciada em Engenharia Biológica, estudou Fotografia em Lisboa e em Barcelona. Completou o Mestrado em Arte Multimédia na Faculdade de Belas Artes em Lisboa. Francisca participou em várias residências, exposições individuais e coletivas em Espanha, Portugal, Suécia e, mais recentemente, na Suíça.

Cheira a Flores Esmagadas – Nelson Boggio e Eurico Lourenço

CHEIRA A FLORES ESMAGADAS é uma exposição de pinturas de Nelson Boggio em relação com os versos de Eurico Lourenço. Estará patente na galeria da CdG de 23 de Maio – INAUGURAÇÃO ÀS 21:30 – até 20 de Junho – sempre de quinta a domingo e nos outros dias mediante marcação. Entrada livre

GRANDIOSA FESTINHA 2025

A Grandiosa Festinha é o momento no ano em que a Associação Mandriões no Vale Fértil festeja o seu aniversário. Este mês comemoramos o 9⁰! A Grandiosa Festinha quer ser ainda um festival comunitário multidisciplinar na aldeia do Vale do Pereiro. A CdG agradece às/aos artistas que têm aceitado fazer parte dela e nos permitido participar com cultura na cultura que já cá havia. Este ano a Festinha estende-se (grandiosamente) por 4 dias de programação, com artistas nacionais e estrangeiros. Vamos ter concertos e dj sets, performances e exposição, leituras e cantorias, debates e encontros populares, filmes e artistas em residência. Todos os caminhos (estamos na EN 241, frente à única paragem do autocarro) vão dar à Casa de Gigante.

Exposição DESCARTES LAV – Beatriz Freire

Beatriz Freire (PT) artista visual e têxtil, expõe na Casa de Gigante em Setembro. Inauguração: dia 31 de Agosto às 20h30.

“Descartes Lav” é uma trilogia audiovisual composta pelos filmes “Descartes Lav – 16mm”, “Descartes Lav – 35mm” e “Descartes Lav – S8”, acompanhada por uma peça têxtil.

Este projecto entrelaça a área do fílmico e do têxtil. Restos de filmes de 16mm, 35mm e super8
foram cosidos à mão, com fio de algodão preto, reanimando o significado destes fragmentos de
celuloide dispersos pelo espaço do laboratório.

O foco da obra reside na materialidade dos filmes,
ofuscando o conteúdo original neles encapsulado. O som que acompanha os três filmes foi captado directamente de uma máquina de costura, cujo ritmo segue o movimento do celuloide no ecrã. Este som remete ao de um projetor analógico, cuja construção nasceu a partir da adaptação de uma máquina de costura para esta função fílmica.

As películas cosidas à mão são também apresentadas em formato têxtil, tecidas num tear manual de quadros, juntamente com
fio de lã e de bioplástico.

Esta criação faz parte de uma exploração da integração de técnicas, processos e materiais têxteis
nas práticas cinematográficas, estabelecendo paralelos entre os dois domínios artísticos.

*Projecto seleccionado no programa INPUT, no marco do festival (S8) Mostra Internacional de
Cinema Periférico (A Coruña, 2023)

@beatrizfreire7